Segunda-feira, Março 23, 2009

Jovem Guarda no Canecão


Zé Renato aparece com um maravilhoso trabalho sobre o repertório da Jovem Guarda. O trato dado ao album é fabuloso. As músicas, todas, ganham um novo encanto entre a ingenuidade da época que foram feitas e à elaboração harmônica e produção sonora feita para esta "releitura". Ótimo! Imperdível !

Quarta-feira, Março 18, 2009

Eu era assim - Flávio Paiva (lançamento livro)




O Homem da Tarja Preta - texto de Contardo Calligaris


Segunda-feira, Fevereiro 09, 2009

100 anos de Carmem Miranda com Sacramento





O fabuloso cantante e pesquisador de samba, Marcos Sacramento, está pronto para comemorar os 100 anos de Carmem Miranda. Não percam!






Sexta-feira, Dezembro 05, 2008

Não é Mincharia




ANDRÉ MARINHO & AS FILHAS DA MÃE

Local: Largo do Mincharia (Praia de Iracema)

Dia: 06/12 - Sábado às 19hs

DETALHE: Boa música, bons amigos e só gente bonita

 

 

ANDRÉ MARINHO & AS FILHAS DA MÃE

Carioca, há 13 anos radicado em Fortaleza. Cursou a Faculdade Federal de Música do Rio de Janeiro (FEFIERJ). Atualmente é coordenador dos programas musicais do CCBNB, curador e coordenador geral dos seus Festivais Instrumentais, do Rock-Cordel e da Mostra da Canção Brasileira Independente. É compositor, com mais de 100 músicas de sua autoria e tem no samba o gênero escolhido para registrar a sua arte.

O Grupo vocal/Instrumental "Filhas da Mãe", formado em 2005, é oriundo do curso de música da UECE e tem como atuais integrantes: Ana Maria Sousa, Jacqueline Sidney, Daniel Sombra (vocal), Rebeka Cabral (vocal, percussão e violão), Luciana Costa (vocal e arranjos), além de Eduardo Holanda (violão), sob a orientação da cantora e professora Consiglia Latorre. O grupo tem o seu repertório focado nas composições de Edu Lobo, Tom Jobim, Chico Buarque, além de outros clássicos da música popular brasileira. Seus arranjos são originais e específicos para grupo vocal feminino com acompanhamento.

André Marinho mantém em suas letras uma abordagem de temática social já evidenciada em seus dois CDs, "Batuque dos Anjos" e "Vida de Gato". Preza principalmente pela poesia que aborda situações cotidianas da vida humana, em toques de classe, leveza elegância.  Suas canções criam expectativa que precedem refrões de fácil assimilação e apego, através da sua voz grave e aveludada, em clima ora de festa ora de introspecção.

Na opinião do artista o trabalho realizado pelo grupo "Filhas da Mãe" é uma das mais gratas novidades musicais dos últimos tempos no cenário local e o resultado dessa parceria tem tudo para agradar. Excetuando-se quem "é ruim da cabeça ou doente do pé",

André Marinho

Consultor Interno - Coordenação Musical

Centro Cultural Banco do Nordeste - Fortaleza

( (85) 3464-3181 ( (85) 3464-3177 (Fax)

E-mail: andreluismm@bnb.gov.br

Marianna Leporace canta

Sábado, Novembro 29, 2008

Recomendadíssimo !

A ótima Consiglia Latorre se une ao violonista Dudu Holanda para a abertura do show de Tom Zé. Consiglia é uma artista primorosa, rigorosa e talentosa, voz linda e sensibilidade aguçada. Não percam!

Quinta-feira, Novembro 27, 2008

Eu recomendo!



Domingo, Novembro 16, 2008

A arte de julgar

A contemporaneidade vem se confirmando em uma das mais confusas formas de expressão de um padrão de comportamento pela qual o homem já se exerceu. Quando muito pouco consegue se identificar, joga ao mundo um olhar distanciado, arrogante, pouco sensível, opinioso e demasiado cheio de direitos sem a mínima possibilidade de alteridade.

O pensamento industrial e a comunicação de massa deixaram para o homem duas posturas completamente paradoxais: um serialismo, em que a possibilidade da pessoa se coloca na vida através do trabalho, desenvolvido para o ganho e criatividade de quem detém o capital; e o contato com a informação da realidade de acordo com o que este sistema quer que o “pobre do homem” pense, exerça e reproduza. Não há dúvidas que resta dentro de si uma vontade insuperável de se colocar no mundo como pessoa, nas tentativas de opiniões próprias, de reforço de um caráter (questionável, pois sempre somos seres diferentes dentro de nós), de exigência de direitos “de consumidor” (já que seus direitos de ser criativo com sua própria vida lhe é retirado como premissa). Os mecanismos de civilização vão montando aparelhos para suprir a carência produzida e se completa em maior distorção, por pleno desinteresse real e primeiro na conformação de alguma eficiência certa, direcionada às piores conseqüências resultantes deste descaso.

A arte, seja em que forma de expressão, historicamente sempre trouxe os “anúncios” do que se estabelece na vida, como “profeta”, espelho ou crítica sobre a atualidade. A música, como uma arte mais popular, ainda mais, demonstra a natureza do comportamento das aglomerações, principalmente desde que saiu dos teatros, deixando um terreno pródigo de possibilidades do fazer musical, pela própria concentração que o ambiente proporciona, junto à interação próxima entre artista e público.

Nunca achei uma palavra tão apropriada para estas aglomerações senão “turba”. Turba é um aglomeração tribal, instintiva, sem possibilidades de razão, repleta de susceptibilidades, altamente agressiva. Em um “modus operandi” qual se vê o homem sem personalidade, repleto de necessidades, carente ao extremo e detentor de algum poder capital, é sua natureza que explode, tribalmente – na pior acepção do que é o modo de sobreviver em uma tribo essencialmente voltada para a auto-preservação pela agressividade.

Bom, esta introdução é para falar de um evento musical ocorrido em Fortaleza, no Dragão do Mar, dia 13 de novembro, onde ocorreria o show do grande compositor, intérprete e pesquisador de samba, Marcos Sacramento.

Havendo prontamente passado o som e chegado ao som “perfeito” para sua apresentação, iniciou o show à noite, com toda segurança de que seria mais um grande momento em sua carreira. De um momento para o outro, ele pára, diz estar havendo um problema que o está impedindo de continuar e fica conversando com o público, num crescendo de impaciência que é esperada, quando se está com tesão de fazer a música que está pronto e quer fazer, e é impedido por fatores adversos. Tentou chamar o público para mais perto, para um “show acústico” – o que poderia ter sido maravilhoso (embora não creia, pessoalmente, que um espaço de 800 pessoas pudesse haver tal façanha). Após um período de espera e a constatação de que o problema era insanável, demonstrou ao público o seu descontentamento, a impossibilidade pessoal de estar ali e fazer o que queria fazer, avisando às pessoas que poderiam ir receber seu dinheiro de volta.
Isto, claro, gerou a ira da turba, cada um com seu individualismo, a se irmanar em torno da irresponsabilidade, falta de respeito e tudo o mais que é atribuído ao artista como catarse de um momento em que o encanto era o mínimo esperado, e que o “barato foi cortado”. Uma turba não tem a consciência dos problemas técnicos que rondam o fazer musical, não imagina que o artista carrega toda a sorte de responsabilidades em torno de seu trabalho – como também as controversas falhas que ocorrem, que são competências “contratadas” e que não é passível de controle – e, muito menos sabem de que é impossível que um show musical seja feito sem retorno.

O ocorrido, tecnicamente, é que a mesa que controlava o retorno do artista e dos músicos havia queimado e que não houve como reparar, não havia outra mesa, não havia solução imediata. Alguns dizem que se poderia ter realocado algumas das caixas que saíam para o som do público como forma de remediar prontamente. Sei bem que caixas de retorno não têm o mesmo som das caixas que o público ouve, elas são equalizadas de maneira diferente, de modo a que cada componente se ouça muito bem e também ao grupo em que está participando. (Já cantei algumas vezes sem o menor retorno e foi o maior fracasso...risos), o que é bem diferente de um show deste porte, em que o artista está trabalhando sua música, a continuidade de um trabalho sólido, e que não acontece como “nós”, artistas independentes da independência de não sei o quê.

Durante os três dias que separam o ocorrido da data de hoje, dia 16, não ouvi nenhuma reflexão sensata e sensível ao artista, o que me reforça a certeza de que a “humanidade não caminha”, como diz um poeta amigo. O artista é trucidado em um julgamento medieval, enquanto quanto mais sangue se fizer jorrar, quanto mais “queimar o filme daquele irresponsável”, mais a catarse que seria por encanto se realiza em instinto irracional e bárbaro – sim, a palavra tem o poder da barbárie e reflete todo o fervor da frustração de um encanto possível.

Ouvi também coisas de que “vou dar uma segunda chance” e “ainda pagarei para vê-lo”, depois de “certo esclarecimento” do ocorrido. Quanto mais se persegue o discurso montado a partir de uma coisa que não foi sequer analisada, mais se reflete a carência de um pequeno poder pessoal diante dos fatos do mundo. Não creio que enquanto não nós refizermos como pessoas íntegras – donas de nosso capital imaterial e material – seja possível conviver com o modelo de civilização que nos é imposto e justificado culturalmente por todas as partes do planeta, por todas as “ciências” e modos de produção em que o capital e a indústria alocam no coração dos homens que querem ter boa vontade, mas seu “capital instintivo” não lhe dá a menor chance de saber que é a crítica negativa e a má vontade que reinam neste pequeno lago de um ser só.

Continua-se a matar e depois perguntar o nome ao morto.

Quarta-feira, Outubro 29, 2008

Indicação [Livro] - A arte de ensinar




Reflexão sincera sobre a experiência do ensino versus aprendizagem.

"Poucos fora da profissão de ensinar entendem a coragem necessária para entrar em uma sala de aula, usar uma máscara que você sabe ser uma construção, escondendo-se por trás dela, deixando-a dar forma e substância às suas formulações, deixando a máscara tornar-se a sua face. Requer uma certa bravura, mesmo uma certa selvageria, deixar que os alunos o vejam em tal estado, à mercê de um texto ou idéia imperfeita, tentando formular uma resposta para o texto, dar corpo à idéia em uma linguagem que uma faixa diversificada de alunos possa assimilar. Eu sempre me sinto um pouco assustado quando saio do meu escritório e começo a longa caminhada para a sala de aula, meus braços sobrecarregados de anotações e textos, minha cabeça abarrotada de idéias as quais não tive tempo de formular adequadamente. Fico me indagando que diabo acontecerá quando a aula começar. Vou conseguir fazer sentido? Os alunos vão reagir adequadamente? Vou parecer e soar como um idiota? Estou bem barbeado? Minha braguilha está aberta? Conseguirei passar esses 50 ou 60 minutos sem me sentir um completo imbecil?"

LUIS FELIPE GAMA e ANA LUIZA em Araraquara







Sobre Direito Autoral

"A idéia de que a autoria da música devia ser paga nasceu de um episódio na França. Compositores jantavam num restaurante quando músicas deles eram executadas. Depois do jantar, levantaram para sair e o dono do estabelecimento veio cobrar a conta. Eles responderam: a conta está paga. "Foi paga com a nossa música que vocês serviram aos fregueses".

(Ana Terra - Compositora - No Seminário de Direito Autoral ora realizado no Rio)

Domingo, Agosto 10, 2008

Geração Orkut corre risco de crise de identidade, diz psiquiatra

Identidade virtual poderia deixar vida real 'chata e pouco estimulante'.

A geração de usuários da internet nascida depois de 1990 - década da popularização da rede - pode estar crescendo com uma visão perigosa a respeito do mundo e da sua própria identidade, sugere um psicanalista inglês.

Segundo Himanshu Tyagi, a principal causa deste problema seria o fato de que os nascidos nesta época já cresceram em um mundo dominado pela navegação na internet e pelos sites de relacionamento como o Facebook, Orkut e MySpace.

"É um mundo onde tudo se move depressa e muda o tempo todo, onde as relações são rapidamente descartadas pelo clique do mouse, onde se pode deletar o perfil que você não gosta e trocá-lo por uma identidade mais aceitável no piscar dos olhos", disse Tyagi durante o encontro anual do Royal College of Psychiatrists, uma das principais agremiações de psiquiatras do Reino Unido e da Irlanda.


O psiquiatra destaca ainda que as pessoas que se acostumam com o ritmo rápido dos sites de relacionamento podem achar a vida real "chata e pouco estimulante", o que poderia causar problemas de comportamento.


"É possível que os jovens que não conhecem o mundo sem as sociedades virtuais dêem menos valor às suas identidades reais e, por isso, podem estar em risco na sua vida real, talvez mais vulneráveis ao comportamento impulsivo ou até mesmo o suicídio", disse.

Pesquisa

Tyagi começou seu interesse por identidades virtuais quando fundou um site que funciona como uma rede de contatos profissionais e se deu conta da distância enorme que há entre psiquiatras em atividade e pacientes mais jovens em assuntos relacionados à internet.


Ele constatou, após uma pesquisa com psiquiatras durante um congresso nos Estados Unidos, que a maioria dos profissionais não sabia da magnitude do impacto do mundo virtual na geração jovem.
Segundo o professor, além dos sites de relacionamento, as salas de bate papo virtuais também podem influenciar problemas de comportamento como a timidez.



Ele destaca que o anonimato e a falta de experiência sensorial das conversas nestes ambientes virtuais poderia mudar a percepção de interatividade e criar uma visão alterada sobre a natureza dos relacionamentos.



"A nova geração, que cresceu em paralelo ao avanço da internet, está atribuindo um valor completamente diferente para as relações e amizades, algo que estamos fracassando em observar", afirmou Tyagi.


Benefícios


O psiquiatra afirma que são necessárias mais pesquisas sobre o impacto da internet na geração jovem e ressaltou alguns benefícios dos sites de relacionamento.



Segundo ele, essas redes oferecem um status social mais equilibrado, onde raça e gênero são menos importantes e onde as hierarquias da vida real são dispersas.



Ele destacou ainda que a quebra das barreiras geográficas permite acesso a relacionamentos e a apoio de amigos virtuais.


Experiência

As afirmações de Tyagi, entretanto, forem contestadas por especialistas da área.
Graham Jones, psiquiatra especializado no estudo do impacto da internet, reconhece que existe o risco de que uma freqüência exagerada de sites de relacionamento possa levar a problemas de comportamento. Mas ele acha que esses riscos foram exagerados por Tyagi.


"Para cada geração, a experiência com relação ao mundo é diferente. Quando a imprensa escrita surgiu, tenho certeza que muitos a consideraram como uma coisa ruim", disse Jones.


"Pela minha experiência, pessoas que tendem a ser mais ativas nos sites como o Facebook ou Bebo são aquelas que já são mais socialmente ativas de qualquer forma - é apenas uma extensão do que eles já fazem", concluiu o psiquiatra.

Sábado, Julho 12, 2008

O valor das molduras


Quando o luxo vem sem etiqueta...

O cara desce na estação do metrô de NY vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal. O vídeo da apresentação no metrô está no You Tube:



Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes, ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.
Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor,
contexto e arte.
A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.
Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.
(colhido na em listas na net)

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É... Em tempos pós-industriais apenas as molduras têm significado. Não adianta pensar que o valor esteja em você, ao seu lado, no vizinho da frente, no encontro no elevador, na mesa da frente à sua no escritório... O julgamento de valor não obedece a critérios outros senão à imposição assertiva de que se trata de um produto industrial de alta valia !
Lamentável?
O que você faz no seu cotidiano para atentar para seus valores e de outros?

Como você se apropria do seu modo de valorização de seus objetos de encantamento?

Fábulas de Isopor


Importantes opiniões disputam no mercado negro a baixa do dólar. Quisera fosse alta, quisera fosse baixa, é simples observação. A observação é manobra estratégica sobre o poder dos que não o têm. Não ter, hoje em dia, é fartura. Desculpem a falta de decência, mas o mercado agora é branco e escasso. Não tenho logicamente nenhum preconceito branco versus preto. Mas, o branco impera quando a escassez se dissemina, é fato histórico. A história está por aí contando fábulas de isopor queimado em plena selva amazônica. Avisaram-me que devo estar lá, pois os que não se acham têm a plenitude infinita de estar perdido, claro que não no sentido pejorativo, mas pejorativamente sem sentido. Novidade: esconderam as bússolas, restam nossos sentidos. Ainda saberemos usá-los?